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Tatuagem em soropositivos: um estigma a ser combatido

O Brasil conta com mais de 866 mil pessoas soropositivas em todo o território nacional. E, apesar de avançar muito no combate ao vírus da Aids (hoje os pacientes têm mais do que o dobro de sobrevida do que os acometidos nos anos 1980) e no enfrentamento ao preconceito, os aidéticos ainda sofrem com alguns estigmas no dia a dia.

Em 2017, por exemplo, um inglês teve uma tatuagem negada em um famoso estúdio de Londres ao revelar ter o vírus da Aids. A artista alegou que não tinha confiança em realizar o procedimento, com medo de se infectar. No entanto, seguindo-se as normas vigentes de higiene e segurança, como em qualquer outro cliente, não é preciso temer os riscos do vírus.

As principais formas de transmissão do HIV são relações sexuais desprotegidas; de mãe para filho (na gravidez ou amamentação); e por seringas/agulhas contaminadas. Neste caso, pesquisar um estúdio de confiança para se tatuar ou colocar piercing é de fundamental importância para não gerar problemas à saúde. Um estabelecimento sério e que siga as normas vigentes da Vigilância Sanitária nunca reutiliza agulhas em clientes diferentes.

“É importante ressaltar, também, que pessoas com Aids podem ser tatuadas normalmente”, explica Daniel Couto, proprietário do iTattooClub. “Nos estúdios de tatuagem regulares, os tatuadores sempre se protegem para não entrar em contato com o sangue do cliente, seja ele quem for”, explica. Além disso, pacientes que seguem corretamente o tratamento têm riscos de transmissão menores do que 2%.

De acordo com o empresário, que está há anos no ramo, as agulhas e as tintas utilizadas na tatuagem são mantidas em embalagens individuais, esterilizadas, para não transmitirem vírus como o do HIV e das hepatites B e C. “Não seguir estes procedimentos pode causar, inclusive, infecções graves por fungos e bactérias, além de reações alérgicas”, afirma.

Uma dica de Daniel para as pessoas que buscam segurança na hora de fazer uma arte no corpo é observar detalhes no local escolhido para que o desenho seja realizado. “Sempre verificar se o estúdio possui autorização de funcionamento pela Vigilância Sanitária e ficar atento à higiene, limpeza e esterilização de instrumentos utilizados”.

Com cuidado, atenção e conscientização, é possível combater o preconceito que perdura por tantos anos contra as pessoas que convivem com HIV. O tratamento contra a Aids é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e garante qualidade de vida, reduzindo número de internações e infecções de outras pessoas.

Serviço:
iTattooClub
Rua Fortaleza, 246, Bela Vista, São Paulo
Estúdio rotativo de tatuagem
Atendimento com horário agendado
Contato: (11) 98623-2991

www.itattooclub.com

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COSTAS FECHAMENTO inspiração notícias ORIENTAL

Procuradas também por grupos criminosos no Japão, artes japonesas são sucesso no Brasil

Muitos dos que passam pelos estúdios de tatuagem brasileiros pedem por desenhos com estilo asiático. De acordo com Daniel Couto, proprietário do iTattooclub, cerca de 15% dos clientes buscam inspiração nessas fontes para solicitar tattoos no local. O estúdio é rotativo e fica localizado em São Paulo.

No caso, a principal procura é pelas tatuagens japonesas. Carpa (Koi), Fênix e, claro, o Dragão Japonês são as representações que mais fazem sucesso no iTattooclub quando o assunto é desenho nipônico, segundo Couto.

No próprio Japão as tatuagens são amplamente ligadas às máfias, principalmente à organização criminosa Yakuza. No ano passado, a revista Rugby World e o jornal The Guardian, durante a Copa do Mundo da modalidade realizada no país, mostraram preocupação com os desenhos no corpo de atletas e fãs e recomendaram: para não ofender a população japonesa, o ideal seria andar com as tatuagens cobertas durante o evento.

Por aqui, a conotação desses desenhos tem significados totalmente diferentes. “As pessoas que pedem essas tatuagens estão interessadas em demonstrar bravura e força, por exemplo”, conta o empresário. “Nada a ver com máfias ou gangues”, brinca.

Em 2017, a Vice Austrália entrevistou o tatuador Horiyoshi III, famoso artista normalmente ligado aos desenhos da máfia. “Se a Yakuza quisesse usar tatuagens para mostrar ao público que são uma gangue, eles simplesmente teriam tatuagens visíveis e diriam que são Yakuzas. As tatuagens são para mostrar que eles têm a força para ajudar os fracos. Mas não precisam tornar isso público”, afirmou, à época, o tatuador.

Como no Ocidente os desenhos japoneses ganharam conceitos totalmente diferentes, também é comum encontrar por aí homenagens a animes japoneses, como personagens de Dragon Ball, Naruto, entre outros. “Nesses casos, em sua maioria, os clientes buscam fazer um tributo à infância, eternizando heróis e, algumas vezes, vilões que fizeram parte da época em que eram crianças”, conclui Couto.

Serviço:
iTattooClub
Rua Fortaleza, 246, Bela Vista, São Paulo
Estúdio rotativo de tatuagem
Atendimento com horário agendado
Contato: (11) 98623-2991

www.itattooclub.com